domingo, 21 de novembro de 2010

ENFIM... O TCC

Enfim... meu TCC já tem formatação. Está sendo uma aprendizagem desafiadora, uma vez que é o primeiro, mas não será o último. Eis o resumo desta construção.
LETRAMENTOS DIGITAIS NA ALFABETIZAÇÃO
A pesquisa aqui apresentada investigou os diferentes níveis de letramentos, em um grupo específico de alunos com idades entre 6 e 7 anos, com poder aquisitivo baixo, residentes na periferia urbana de uma cidade gaúcha. Este grupo, embora particular, é representativo de significativa parcela discente da realidade sócio-educacional brasileira. Através de análise múltipla de caso, pretendi observar a participação das novas tecnologias no processo de letramento e alfabetização, no período que antecede ao domínio da leitura e da escrita, onde os alunos também são mediatizados, incidentalmente, pelas mídias de comunicação e entretenimento disponíveis a esse grupo. O estudo foi construído em momentos diferentes de ação planejada: ao longo do Estágio de Docência, sob a e intervenção diária, desta professora, no processo de letramento e alfabetização, na implementação de proposta de Arquiteturas Pedagógicas, na forma de Projeto de Aprendizagem; na pesquisa interativa junto aos alunos e suas famílias, a respeito de suas vivências e em estudo múltiplo de casos

Palavras-chave: letramentos, alfabetização, tecnologias

domingo, 14 de novembro de 2010

APRENDIZAGENS INCORPORADAS

Foram tantas arendizagens contruídas ao longo destes nove semestres de estudo, que só revisando tudo, me dei conta que pulei e não registrei as aprendizagens construídas no IV semestre, e que não poderiam ficar de fora deste inventário.

Neste IV semestre de estudos o PEAD nos proporcionou embasamento teórico-prático necessário ao desenvolvimento das disciplinas de Matemática, Ciências e Estudos Sociais, nas séries ou anos iniciais. Tendo como eixo central e interdisciplinar a construção dos conceitos de tempo e espaço, compreendemos as visões e representações de mundo, a partir da ótica de cada uma das disciplinas citadas anteriormente.

A seguir apresento um paralelo de minhas construções e conclusões nos trabalhos desenvolvidos durante este IV semestre.

“As crianças trazem consigo inúmeras vivências que, desconectadas entre si, não têm seu valor e sua significação reconhecidos. Cabe ao professor evocar tais vivências do aluno re-organizando-as e re-significando-as num contexto educacional de aprendizagem, estabelecendo relações e estruturas mentais para alicerçar novas construções e aprendizagens. Assim são construídas as noções de tempo e espaço nos anos iniciais de aprendizagem.”
“Para as crianças a noção de tempo ainda não pode ser definida, mas pode ser construída, à medida que o egocentrismo vai sendo vencido, ela vai percebendo o seu entorno e ampliando suas concepções que, baseadas em situações concretas vai relacionando com estruturas mais complexas, realizando ensaios, tentativas até abstrair a noção de tempo que acontece por volta dos 9 ou 10 anos. Conforme as leituras que realizamos a criança passa pelos estágios sensório-motor, intuitivo ou pré-operatório até construir no estágio operatório um conjunto de relações de sucessão, simultaneidade e dos intervalos, isto é, durações de tempo e continuidade.”

Partindo sempre das vivências do aluno re-ordenadas e re-significadas cabe ao professor intermediar as situações utilizando-se de questionamentos reflexivos que provoquem e promovam o despertar e o desacomodar dos conhecimentos já construídos, para que estes sejam aprofundados, discutidos, criticados, re-construídos suscitando novas aprendizagens.
Tais aprendizagens serão mais significativas, tanto quanto forem alicerçadas e construídas como redes de conhecimento abordadas em diferentes enfoques.

“Destas redes de conhecimento bem construídas ou não irão proporcionar ao educando a construção de sua leitura de mundo, sua contextualização, postura de inclusão ou não na vida sociedade (pertencimento), auto-estima, auto-crítica, questionamento e crítica social, interação ou passividade social. Daí a importância de um bom trabalho para inserção e comprometimento cidadão para o exercício da vida em sociedade.”
Tais aprendizagens serão mais significativas, tanto quanto forem alicerçadas e construídas como redes de conhecimento abordadas em diferentes enfoques.
Sendo assim, enquanto a Matemática oferece o suporte cognitivo e o desenvolvimento das estruturas mentais para a compreensão do meio social e ambiental, os Estudos Sociais ampliam a consciência de si mesmos nas relações de grupo social e as Ciências Naturais desenvolvem a percepção do pertencimento responsável ao ambiente natural.

Refletindo sobre a contribuição de cada uma destas Representações de Mundo, concluímos que cada uma delas desenvolve e aprimora dimensões diferenciadas de homem: homem racional, homem social, homem bioscêntrico. Cada uma destas dimensões vem despertar e busca promover no aluno a educação voltada para a humanização do próprio homem, isto significa, promover os melhores valores educacionais e virtudes humanas das quais cada ser é capaz de manifestar e aperfeiçoar em si mesmo.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

APRENDIZAGENS NO ESTÁGIO

Analisando as reflexões construídas durante este estágio percebi que, ao buscar implementar arquiteturas pedagógicas de relevância na construção do processo de letramento e alfabetização com meus alunos, um processo paralelo e sistemático aconteceu com a minha prática docente: a sustentação teórica da minha prática pedagógica. Desde a construção da minha carta de intenções para esse estágio procurei pressupostos, teorias e autores que se identificavam com minhas concepções de ensino, naquilo que eu acredito e pratico em minha práxis diária.

Agora constato que algo que eu buscava no PEAD, sustentação teórica para a minha prática foi concretizada por meio do uso das mídias na educação, pois tive que buscar autores e teorias, pressupostos e paradigmas para embasarem minhas ações pedagógicas e o uso de mídias, isto é, TICS foi fundamental para esta construção. Consegui articular teoria e prática, ação e reflexão numa re-estruturação interna pessoal e profissional, evidenciada em várias construções reflexivas.

Concluo que o processo, de buscar, projetar e implementar novas arquiteturas pedagógicas de aprendizagem, junto aos meus alunos, também me modificou internamente, transformando, sincronizando e sintonizando teoria e prática, ação e reflexão, re-estruturando meus saberes e fazeres, conectando vida e pedagogia. Percebo que algo que eu perseguia profissionalmente está se materializando: minha qualificação humana e profissional.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ALFABETIZAÇÃO LIBERTADORA

Neste novo milênio outra discussão emerge dentro das práticas educativas dos anos iniciais: letramento ou alfabetização? Letramento e alfabetização é o que os pensadores que lemos sustentam. Não podemos dissociar o processo de codificação e decodificação de códigos (apropriação da escrita e leitura), sem como eles fazer a leitura de mundo e vice-versa.

Kleiman afirma que, sendo a escola o mais importante das agências de letramento, esta vem privilegiando apenas aquisição de códigos(alfabético e numérico), necessários a decodificação da leitura e escrita, introduzindo o sujeito, através do letramento, no processo de alfabetização, visando apenas o sucesso escolar, desprezando o letramento social, oferecidos pela família, igreja e outros grupos sociais existentes (esportes, trabalho, vizinhança, amizades, etc.) A autora relaciona e justifica tais práticas com as concepções desenvolvidas pela ideologia dominante na sociedade atual, que por sua vez alimenta a desarticulação entre oralidade X escrita, prática X teoria, indivíduo X sociedade, cidadania e participação, enfim, letrados e iletrados, constituindo segregações, discriminação e manutenção do regime exploratório, que o capitalismo propõe. Segundo Street, este é o modelo autônomo de letramento, que preconiza a neutralidade deste processo, desconsiderando o contexto social, histórico e criticidade, objetivando apenas a capacidade de interpretar e escrever textos abstratos, dos gêneros expositivo e argumentativo, valorizando o saber dizer, sem uma proposta emancipatória de cidadania.

Em contraponto a este modelo, Street coloca o modelo ideológico que: “pressupõe a existência e investiga as características, de grandes áreas de interface entre práticas orais e práticas letradas”, que dependem dos signicados, aos quais a escrita assume em cada grupo social e dependem do contexto e das instituições em que foram adquiridas. Tal modelo é compatível com os estudos e práxis pregadas por Paulo Freire, que afirmava ser possível “ um processo real de democratização da cultura e de libertação “(Freire, 1980).

Segundo Freire, a linguagem e o poder estão ligados e proporcionam uma dimensão fundamental da ação humana e transformação social. A educação pelo empoderamento é a educação que permite problematizar a realidade em que está inserido o aluno, em que a busca pela libertação reflexiva e crítica fornece subsídios para a emancipação integral do indivíduo. Percebendo estes mecanismos é que Paulo Freire postula uma educação crítica e libertadora, que reflita sobre as estruturas de poder presentes na educação, em especial , na alfabetização, não a reduzindo a simples decodificação de valores sonoros e construção de palavras descontextualizadas, mas uma leitura crítica e não submissa de mundo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

EDUCAÇÃO LIBERTADORA

A proposta interdisciplinar do PEAD, do VII semestre alinhou universos bastante diferenciados, caracterizados por peculiaridades culturais e contextos específicos que, entre si, revelam realidades e necessidades educacionais particulares, mas que em comum trazem consigo a premência de uma proposta de ensino libertadora como propulsora do processo de cidadania. Refiro-me a EJA-Educação de Jovens e Adultos, à Comunidade Surda, ao processo de letramento e alfabetização que alavanca o sucesso ou fracasso escolar de todo e qualquer indivíduo.

Em um ensino voltado para a construção da autonomia do aluno, deve-se não apenas questionar a postura das instituições e formadores, assim como, discutir e construir novas propostas e linhas de ação pedagógicas, que promovam, com a participação das comunidades sua identidade , língua e cultura, rompendo com estigmas de incapacidade e exclusão social.

Refletindo sobre mecanismos de dominação que permeiam a sociedade e as instituições, Paulo Freire postula uma educação crítica e libertadora, que reflita sobre as estruturas de poder presentes na educação, em especial , na alfabetização, não a reduzindo a simples decodificação de valores sonoros e construção de palavras descontextualizadas. Mas uma leitura crítica e não submissa de mundo.

Segundo Freire, a linguagem e o poder estão ligados e proporcionam uma dimensão fundamental da ação humana e transformação social. A educação pelo empoderamento é a educação que permite problematizar a realidade em que está inserido o aluno, em que a busca pela libertação reflexiva e crítica fornece subsídios para a emancipação integral do indivíduo.

Logo, o que Freire defende não é apenas um fazer pedagógico diferente e eficiente, ou uma nova metodologia de ensino. Através dos temas geradores e da dialogicidade que eles suscitam, o autor preconiza uma educação contextualizada, significativa, politizada, não partidária, nem neutra, porém libertadora, pois promove a consciência individual e coletiva, crítica e construtiva, visando a transformação social e, consequente, humanização.

Portanto é convencido que a educação deve transformar e libertar o indivíduo que Freire apresenta e defende a construção de temas geradores a partir da leitura de mundo que os educando trazem consigo para, numa constante práxis, tomar posse de sua cidadania: “ para em diálogo com elas, conhecer, não só a objetividade em que estão, mas a consciência que tenham desta objetividade; os vários níveis de percepção de si mesmos e do mundo em que e com que estão.”( FREIRE, 1987)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

APRENDIZAGENS, REFLEXÕES E POSTURAS PEDAGÓGICAS

Revisitando as postagens construídas ao longo do VI semestre de estudos do PEAD, retomo, pontualmente, algumas das tantas reflexões que resultaram em questionamentos, re-construção de saberes e aprendizagens significativas que incidiram sobre minha ação pedagógica.

Segundo Piaget, a construção da aprendizagem acontece mediante ao processo de INTERAÇÃO que promove ASSIMILAÇÃO e ACOMODAÇÃO possibilitando EQUILIBRAÇÃO, gerando ADAPTAÇÃO criando condições de CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO favorecendo a APRENDIZAGEM.
Piaget (1976, p.37) insiste na idéia de que conhecimento é ação, transformação e estabelecimento de relações, pois, “conhecer um objeto é agir sobre ele e transformá-lo, aprendendo os mecanismos dessa transformação, vinculados com as ações transformadoras. Conhecer é, pois, assimilar o real às estruturas de transformações.”


“Considerando as vivências anteriores do aluno, o professor desafia o aluno a re-significar seus conhecimentos prévios oportunizando novas e significativas situações de aprendizagem para que o aluno possa re-construir seus conceitos agregando novos conhecimentos, manifestando novas posturas e mecanismos de aprendizagem (assimilações e acomodações). Neste processo o papel do professor não deve ser aquele de transmissor do conhecimento, mas de provocador, problematizador das situações que levarão o aluno a refletir sobre o que está realizando, construindo, apreendendo.”


Também Michel Serres, defende como aprendizagem o processo do “outramento” ou mestiçagem, isto é, aprendemos através da interação com os outros, numa constante auto-construção da identidade e de bagagem humana e cultural.

O médico e psiquiatra Jean Itard defende que: “O homem não nasce como homem, mas é construído como homem,”(Pessoti 1984, pg 36) referindo-se a educabilidade de Victor de Aveyron como sendo “insuficiência cultural” e “carências de experiências de exercício intelectuais” em linguagem pedagógica, falta de interação com seres humanos e sua humanidade.

Conforme o professor Fernando Becker, “é preciso inserir mais e maior consciência crítica epistemológica em nossos profissionais para destruirmos esse modelo arcaico de estrutura educacional atual, que reproduz dominação secciona conhecimentos, desconecta realidades (teoria e prática, ensino e vida).”


A partir das construções, acima relatadas, concluo que tais atividades serviram como provocação para re-pensarmos nossas prática educativas, equacionando as posturas adotadas em nosso dia a dia.Se pararmos um pouco para pensar, diariamente, enfrentamos dilemas morais, ético-profissionais, ético-pedagógicos, sociais, humanos, além daquele constante questionamento: nossos posicionamentos são coerentes com aquilo que estudamos, sabemos e acreditamos? Que seres humanos estamos formando? Nossas práticas e posturas estão construindo que cidadãos e que de sociedade?

Estas considerações visam também desacomodar nossas consciências e posturas, no sentidos de alertar que, cada posicionamento adotado, em nossa prática educacional, promoverá um determinado comportamento cidadão em nossos alunos, que servirá a este ou aquele modelo de cidadania e sociedade. Portanto, a educação nunca será neutra, pois servirá a alguma ideologia dominante, seja ela de libertação e construção de uma nova realidade social ou de manutenção das estruturas de dominação.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PESQUISANDO E EXPLORANDO O UNIVERSO ESCOLAR

Naquele quinto semestre de estudos no PEAD o eixo temático gerador de aprendizagens foi a escola enquanto instituição pública, sua organização estrutural nas esferas de poder e a forma na qual esta é administrada, juntamente com a qualidade das relações que permeiam a complexidade deste universo educacional. Constituem-se em evidências as construções, a seguir relacionadas, por esta acadêmica.

RELAÇÕES ESTRUTURAIS DE PODER

O texto que lemos proporciona uma visão crítica e transparente das relações de forças que realmente dominam e são determinantes na esfera do poder. A teoria neoliberal e suas implicações se fazem perceber não somente nas ações do mercado nacional e internacional, bem como acerca das políticas públicas e da educação, onde a avaliação externa representa o novo papel assumido pelo Estado: agora não mais de responsável direto pela educação, mas órgão fiscalizador da qualidade remetendo à Comunidade escolar e à sociedade as suas competências. Além de servir na construção e definição de conceitos importantes a respeito dos desdobramentos estruturais do poder, contextualizamos realidade educacional do país e as ramificações do capitalismo determinando ações ideológicas dentro da escola.

RELAÇÕES E INTERAÇÕES POLÍTICAS

Dentro do enfoque das relações humanas a escola apresenta-se como um espaço muito rico de interações, aprendizagens e conflitos, pois estando o professor, o aluno, funcionários, direção, pais, enfim, a Comunidade Escolar envolvidos numa abrangência democrática, portanto, política, a qualidade das intervenções serão reflexo dos os estágios psicológicas (segundo Erikson) e do desenvolvimento social, político e cognitivo de cada sujeito.

RELAÇÕES PROFESSOR-ALUNO

A relação aluno-professor não pode ser apenas aquela que privilegia o aspecto cognitivo, desprezando a afetividade e a sensibilidade, características das crianças. Pelo contrário, segundo Maturana, é no estabelecimento de laços afetivos que se conquista vínculos de respeito, confiança formando um ambiente propício a aprendizagem.

O papel do professor não pode, nem deve ser aquele de simples transmissor de conhecimento. Maturama afirma e nossa vivências confirmam que o ser humano é um ser social e que aprende interagindo, mas o significado está em ser reconhecido, valorizado, amado, ser importante, ser significativo para alguém. É nesse resgate da relação humana que reside a conquista do ser humano que necessita ser amado e reconhecido, valorizado para poder crescer e desenvolver-se. É na linguagem e na qualidade das relações que se estabelecem vínculos e se resgata a dignidade do ser criança e, até mesmo, adulto.(atividade 1 psicologia- ROODA)

RELAÇÃO COMUNIDADE E ESCOLA

Mesmo na relação professor-professor, professor-direção, professor-pais, isto é, na relação entre adultos, há muitos conflitos a serem administrados. Segundo Érikson: “ a aquisição prévia de um senso de identidade pessoal e a dedicação a um trabalho produtivo, que assinalam este período, dão origem a uma nova dimensão interpessoal de intimidade, num extremo e de isolamento, no outro.” Portanto nesta busca de espaço para a afirmação das concepções de vida, já construídas, acontecem interações, nem sempre harmônicas, o que contribui para o aprimoramento das idéias, aperfeiçoamento de metodologias e construção de aprendizagens, pois é a riqueza das diferenças compõem e aprimoram as relações humanas, num processo de constante aperfeiçoamento coletivo e individual.

“A educação é um “processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro” (MATURANA, 2001, p. 29). Logo, a educação é um processo que se dá no mundo de convivência, porém, ao mesmo tempo, é um processo que se dá no interior do indivíduo. A história de educação de um sujeito faz parte de sua constituição, já que ele é o resultado de suas permanentes transformações nas trocas com o seu meio.”
RELAÇÃO ESCOLA E SOCIEDADE

A escola é compreendida, pelo senso comum da sociedade, como o espaço privilegiado onde acontece o processo de aprendizagem, porém este espaço-processo, não deve ser e não é, o único a proporcionar interação produtiva resultando em transformações de comportamento e incorporando conhecimentos. A sociedade, em seu desenvolvimento social, político e econômico também é, em seus desdobramentos, fonte de aprendizagem, na maioria das vezes em sua informalidade.

APRENDIZAGEM ACADÊMICA

Neste V semestre de estudos o PEAD nos proporcionou, entre tantas descobertas, a privilegiar um processo de aprendizagem dinâmico, baseado na interação do aluno com os diversos segmentos, movimentos, instâncias da sociedade. Através do Projeto de Aprendizagem o educando vai em busca das mais variadas formas de conhecimento social produzidas e, interagindo com seu grupo de trabalho, ultrapassando as paredes e muros da escola, através da internet, indo até as fontes sociais construtoras de conhecimento, articulando-as como teias de aprendizagem extrapolando para além do foco inicial seus conhecimentos.

Com esta proposta dinâmica de ensino o professor não é o único detentor do conhecimento e o aluno não ocupará lugar passivo de expectador de aulas. Ele será sujeito das próprias aprendizagens, enquanto o professor atuará como intermediário desta busca, apoiando e desafiando o educando e junto com ele produzindo novos conhecimentos. Penso ser esta a educação, que em um futuro próximo, irá se consolidar.

.(http://aprendizagensnopead.pbwiki.com/ORGANIZA%C3%87%C3%83O-E-GEST%C3%83O-DA-EDUCA%C3%87%C3%83O