segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PENSANDO NO TCC...

Construindo o Relatório Final de Estágio em Docência Escolar, eu já vislumbrava qual seria a possível temática para o desenvolvimento do TCC. Eis minha indicação naquele momento:
“Refletindo sobre a proposta desenvolvida neste estágio de docência, buscando implementar Arquitetura Pedagógicas de significação e relevância, devidamente adaptados ao processo de letramento e alfabetização de minha turma, pude constatar que:
● os alunos motivaram-se e participaram ativamente das atividades propostas;
● aceitaram os desafios de interagirem entre si e com as mídias disponibilizadas;
● mergulharam no processo de letramento, já conquistando níveis de alfabetização significativos.
Mediante tais evidências e progressos obtidos ratifico que o uso de Arquiteturas Pedagógicas precisa ser mais difundido e explorado, no meio educacional, enquanto proposta de ensino e como suporte de assessoria pedagógica docente e discente, assim como pesquisa, investigação, interação virtual, síncrona e assíncrona.
Minha proposta de investigação para o TCC me remete a seguinte investigação: Quais são as contribuições das Arquiteturas Pedagógicas no processo de letramento e alfabetização?”

Porém, ainda mantenho muitas dúvidas: De onde partir? Como começar? Como chegar na proposta de investigação? Problematizar... o quê? Permaneço bem indefinida ainda.

domingo, 27 de junho de 2010

PROVOCANDO E PROMOVENDO ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS INTERNAS


“Considerando as reflexões postadas no seu Portfólio de Aprendizagens, destaque os obstáculos, as aprendizagens e as descobertas de maior relevância para o seu desenvolvimento como professor (a) neste semestre.”

Considerando esta orientação como provocação para a construção da reflexão síntese deste semestre, relendo as postagens deste portfólio e as reflexões construídas durante este estágio percebi que, ao buscar implementar arquiteturas pedagógicas de relevância na construção do processo de letramento e alfabetização com meus alunos, um processo paralelo e sistemático aconteceu com a minha prática docente: a sustentação teórica da minha prática pedagógica.
Desde a construção da minha carta de intensões para esse estágio procurei pressupostos, teorias e autores que se identificavam com minhas concepções de ensino, naquilo que eu acredito e pratico em minha práxis diária. Agora constato que algo que eu buscava no PEAD, sustentação teórica para a minha prática foi concretizada por meio do uso das mídias na educação, pois tive que buscar autores e teorias, pressupostos e paradigmas para embasarem minhas ações pedagógicas e o uso de mídias, isto é, TICS foi fundamental para esta construção. Consegui articular teoria e prática, ação e reflexão numa re-estruturação interna pessoal e profissional, evidenciada em várias reflexões e postagens, das quais cito uma das tantas aprendizagens, construídas:

“Penso que identifico nestes autores e seus pressupostos, minha reflexão e ação de AVALIAR. Luckezi, Perrenoud e Hoffmann apresentam este tema, tão controverso para a ação educativa, sobre um novo prisma: avaliação como um meio, processo, mediação, desafio, reflexão, busca e superação. Estas reflexões oferecem um contraponto ao sistema avaliativo tradicional que preconiza na ação de avaliar a quantificação de saberes e a culminância do processo educativo. Pensando bem... a auto-construção humana pode ser medida ou mensurada? O processo educativo de humanização se encerra ao final de um trimestre? Esta profissional compreende avaliação como parte do processo de contrução de pré-requisitos, noções e conhecimentos, numa constante ação-reflexão diagnóstica em busca das etapas, objetivos e metas a serem perseguidas e conquistadas gradualmente pelo aluno, numa práxis cotidiana de sua ação pedagógica buscando o aperfeiçoamento da aprendizagem. Sendo esta sua postura avaliativa a mesma não se prende a momentos especificos de avaliar, por meio somente de “provas”, mas investe em demonstrativos de aprendizagem e etapas alcançadas, projetando suas próximas intervenções educativas.”(Marta Capistrano, na 5ª semana de estágio)

Concluo que o meu processo interno, de buscar, projetar e implementar novas arquiteturas pedagógicas de aprendizagem, junto aos meus alunos, também me modificou internamente, transformando, sincronizando e sintonizando teoria e prática, ação e reflexão, re-estruturando meus saberes e fazeres, conectando vida e pedagogia.Percebo que algo que eu perseguia profissionalmente está se materializando: minha qualificação humana e profissional: eis a descoberta de maior relevância deste oitavo semestre, com o estágio.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O RETORNO


Nesta sexta-feira, 18/06/2010, retomei meu estágio, junto aos meu alunos. Nós estávamos saudosos de nossa convivência diária, pois muito mais do que rotina de trabalho, são estabelecidos laços de vida e intimidade, vínculos de afetividade, parceria, respeito e apoio.Eles me relataram: “Nós rezamos pra ti voltar logo!”

Percebi que enfrentaram esta situação inusitada com aceitação e maturidade pois apesar de variar os profissionais que atenderam a turma, os alunos não manifestaram rejeição na forma de choro ou revolta: estavam calmos a espera da professora (alguns deles também haviam adoecido).

Conforme orientação de minha supervisora, professora Vera Marta Reolon, realizei atividades diagnósticas para sondar o desenvolvimento dos alunos a cerca das propostas de atividades enviadas e do domínio dos objetivos que vinham sendo trabalhados. Sendo assim, não implementei de imediato o planejamento projetado anteriormente: propús atividades diagnósticas de aprendizagem, sondando suas possíveis dificuldades e aprendizagens construídas.

Também em sintonia com a PPEscolar desta instituição embasei minha ação pedagógica diagnóstica:
“A avaliação consiste num processo educativo sistemático cumulativo e contínuo, cooperativo e participativo de função diagnóstica e prognóstica, resultando em uma comprovação da integração do aluno em direção ao conhecimento mais sistematizado e a sua autoconstrução integral. Tem também a função investigativa com o objetivo de reorganizar as próximas ações do educador. Deve considerar o educando como um todo, respeitando a sua individualidade, inserido-o no grupo, no desenvolvimento de cada atividade realizada, valorizando a construção do seu conhecimento.”

“ A avaliação do educando será realizada através das observações diárias, da participação e execução das atividades escolares propostas, na auto-avaliação do aluno e pela aplicação de instrumentos diferenciados e adequados à verificação da construção do conhecimento. “(Excerto da PPEscolar da EEEF Salvador Canellas Sobrinho)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

GARIMPANDO NA INTERNET


Apesar de minha doença me impedir de estar com meus alunos durante alguns dias, voltei-me, então, à pesquisa de atividades didáticas referentes ao letramento e alfabetização na internet. Para minha surpresa garimpei inúmeras sugestões de atividades, propostas por outros professores que, como eu, são alfabetizadores realizando propostas diferenciadas em diversos sites. Fiquei deslumbrada com tantas e tamanhas alternativas: eu não havia descoberto a internet como fonte de sugestões e trocas... até aulas prontas, passo a passo se encontra! Percebo que o potencial desta ferramenta virtual pode revolucionar as práticas educativas, assim como, transformar as novas gerações e nossa sociedade: só precisa ser bem utilizada, isto é, em prol da humanização do próprio homem. É esta proposta que vislumbro nas palavras de Carvalho, Nevado e Menezes, 2005, pag 2:

“Propostas pedagógicas concebidas para mediação da aprendizagem buscarão dar suporte a novas concepções educacionais, caracterizadas por deslocamento das concepções hierárquicas e disciplinares em direção a uma concepção de conhecimento interdisciplinar. Concepções desta natureza têm presente modelos de formação de professores que privilegiam modos de saber alimentados e potencializados na tessitura composta pela formação aberta apoiada por “rede de relações”. É desta rede de relações de aprendizagem, que ora experiencio, que quero referendar ao escrever tal reflexão.

Percebo que esta é a proposta pedagógica do PEAD, da qual somos sujeito, enquanto alunos/professores.É como se enxergar dentro de uma profecia.

“As arquiteturas pedagógicas são, antes de tudo, estruturas de aprendizagem realizadas a partir da confluência de diferentes componentes: abordagem pedagógica, software, internet, inteligência artificial, educação a distância, concepção de tempo e espaço. O caráter destas arquiteturas pedagógicas é pensar a aprendizagem como um trabalho artesanal, construído na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente sócio-ecológico [Kerckhove 2003]. Seus pressupostos curriculares compreendem pedagogias abertas capazes de acolher didáticas flexíveis, maleáveis, adaptáveis a diferentes enfoques temáticos. (Carvalho, Nevado e Menezes, 2005-Arquiteturas Pedagógicas para Educação a Distância: Concepções e Suporte Telemático )”
http://proa-turma01.pbworks.com/f/arquiteturas_pedag%C3%B3gicas_sbie2005.pdf

domingo, 6 de junho de 2010

EM PROCESSO DE LETRAMENTO

RELATO DE CAMPO
Em planilha contendo as vogais e seus respectivos traçados, foi proposto a busca de outros referenciais, além daqueles visualizados nos clipes, a serem ilustrados nesta planilha, enriquecendo os referenciais com nomes de animais, objetos, alimentos, vivências concretas do cotidiano infantil. A construção de cartelas contendo o traçado das vogais pelos alunos, para serem utilizados como BINGO DAS VOGAIS, reforçou a relação fonema/grafema, além de divertir a todos.

No dia seguinte, retomando a digitação dos nomes pelos alunos, agora impressos, em papel ofício, as cartelas contendo os traçados das vogais, utilizadas no BINGO DAS VOGAIS, serviram de guias para a identificação das vogais que integram o nome próprio de cada aluno, localizando-as em sobreposto, nomeando-as e quantificando-as. A seguir foram distribuídos livros, revistas e encartes para recorte das vogais que compõem o nome de cada aluno e colagem sobreposta, construindo o seu nome próprio. O processo que busco evidenciar nestas atividades propostas é a construção do letramento, o que Magda Soares define como: “Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do aluno.”

Em entrevista ao jornal DIÁRIO DO GRANDE ABC, pag 3, publicado em 29/08/2003, Soares, doutora em educação, destaca aspectos que não podem ser ignorados pelo professor alfabetizador, os quais faço registro, pontuando-os: ELA DESTACA A IMPORTÂNCIA DO ALUNO SER ALFABETIZADO EM UM CONTEXTO ONDE LEITURA E ESCRITA TENHAM SENTIDO

O sentido ampliado da alfabetização, o letramento, de acordo com Magda, designa práticas de leitura e escrita. A entrada da pessoa no mundo da escrita se dá pela aprendizagem de toda a complexa tecnologia envolvida no aprendizado do ato de ler e escrever. Além disso, o aluno precisa saber fazer uso e envolver-se nas atividades de leitura e escrita. Ou seja, para entrar nesse universo do letramento, ele precisa apropriar-se do hábito de buscar um jornal para ler, de freqüentar revistarias, livrarias, e com esse convívio efetivo com a leitura, apropriar-se do sistema de escrita. A professora defende que, para a adaptação adequada ao ato de ler e escrever, “é preciso compreender, inserir-se, avaliar, apreciar a escrita e a leitura”. O letramento compreende tanto a apropriação das técnicas para a alfabetização quanto esse aspecto de convívio e hábito de utilização da leitura e da escrita.

A educadora argumenta que a criança precisa ser alfabetizada convivendo com material escrito de qualidade. “Assim, ela se alfabetiza sendo, ao mesmo tempo, letrada. É possível alfabetizar letrando por meio da prática da leitura e escrita.”

segunda-feira, 31 de maio de 2010

SOCIOINTERACIONISMO, NA PRÁTICA

As atividades projetadas para esta sétima semana caracterizam o que vem sendo a proposta de ensino implementada ao longo deste estágio: o sóciointeracionismo de Vygotsky.

Exemplificando: a construção do ALFABETO MIDIÁTICO com rótulos, embalagens, palavras e figuras pelos alunos explora as vivências culturais de letramento que cada aluno já conhece e traz consigo como bagagem. Tais informações são produto de interações anteriores e servirão como referenciais para a construção de novos mecanismo de leitura e escrita, promovidos, no dia a dia da turma.

O jogo privilegia a participação e interação dentro de regras e do tema proposto de forma lúdica desenvolvendo autoria, autonomia, recriações e transformações internas e externas, individuais e coletivas.

Cabe ao professor ser o mediador deste processo, promovendo tais interações e enriquecendo-as, também pelo uso meio de mídias na educação, como foi proporcionado através dos três clipes que apresentavam o alfabeto de maneira visual, musical e lúdica, propondo a busca de referenciais concretos para cada letra do alfabeto.

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS
Para Vygotsky, a vivência em sociedade é essencial para a transformação do homem biológico em ser humano. É pela aprendizagem nas relações com os outros que construímos os conhecimentos que permitem nosso desenvolvimento mental. Segundo o psicólogo, a criança nasce dotada apenas de funções psicológicas elementares, como os reflexos e a atenção involuntária, presentes em todos os animais mais desenvolvidos. Com o aprendizado cultural, no entanto, parte destas funções básicas transforma-se em funções psicológicas superiores, como a consciência, o planejamento e a deliberação, características exclusivas do homem. Isso não significa que o indivíduo seja como o espelho, apenas refletindo o que aprende. As informações intermediadas são reelaboradas numa espécie de linguagem interna. É isso que caracterizará a individualidade. Por isso a linguagem é duplamente importante para Vygotsky. Além de ser o principal instrumento de mediação do conhecimento entre os seres humanos, ela tem relação direta com o próprio desenvolvimento psicológico. Nenhum conhecimento é construído pela pessoa sozinha, mas sim em parceria com as outras, que são os mediadores.

Aprender é um processo constante e contínuo. A arte, o jogo, os desafios, a poesia, as regras e os conteúdos são parte de um todo, onde juntamente com a recriação, as transformações, e a autoria em todas as áreas, causam o crescimento de cada um.
http://escolainter.mmvia.com/index.php?option=com_content&task=view&id=39&Itemid=50

terça-feira, 25 de maio de 2010

DISCUTINDO O USO DE MÍDIAS NA EDUCAÇÃO


DESCRIÇÃO DA CULMINÂNCIA DO PROJETO MÃES, EM 22/05/2010

Neste sábado, 22/05/2010, aconteceu na EEEF Salvador Canellas Sobrinho, a culminância do projeto MÃES, que vinha sendo trabalhado há três semanas por todas as turmas da escola. Esta homenagem é bastante aguardada pelos responsáveis como forma de externar afetos mútuos entre mães, pais e filhos, integrando a escola e família, num clima de alegria, reconhecimento e valorização do núcleo familiar de cada aluno, respeitando sua diferentes formações.

O clima que antecedeu os preparativos eram um misto de alegria e ansiedade, pois os homenageados já estavam chegando. Arrumação das cadeiras, no saguão da escola, que não conta com auditório para eventos, colocação de balões, montagem e testagem de microfones, telão, datashow, notebook, cds e câmeras digitais prontas para o registro de momentos inesquecíveis.

DISCUTINDO VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CADA MÍDIA
Toda descrição oral ou escrita necessita do fator imaginação (que depende da subjetividade de cada um) para ser interpretada, sem a presença de imagens. O registro dos acontecimentos leva o foco, a visão e as concepções do sujeito que a constrói, mas registra acontecimentos, contextualizando fatos dentro de uma linha histórica e social.

O registro fotográfico permite leitura variadas dos quadros que registra, porém também “sofre” a intervenção subjetiva de quem registra e para que, assim como de quem publica e com que intenções. Cada fotografia, seja ela digital ou não, sugere movimento, ação e consequências dos fatos captados; registra, comprova legitima e favorece ao resgate histórico, contextualizado a interpretação das imagens.

Os vídeos registram as mais variadas formas da manifestação humanana, enquanto objeto cultural, fenômemo social e histórico evidenciando ações premeditadas ou não: ficção, romance, aventura, história e ciência, entre muitos outros, são contextualizados através de som, imagem, técnica e efeitos especiais.

Atualmente tão utilizados pela sociedade capitalista, globalizadora de conhecimentos e costumes, facilitada pelo uso de celulares, máquinas digitais e filmadoras, surgem como ferramenta midiática para registro casual ou determinante de novos fatos, enquanto consequências sociais, históricas ou científicas.

Espero que este olhar midiático e externo do homem moderno sirva para refletir e avaliar as consequências de suas ações, na cultura, na sociedade, na história e para a humanidade, que não seja apenas para auto-promoção vazia de conteúdo e essência.