domingo, 2 de maio de 2010

REFLEXÃO SOBRE A PROPOSTA DE TRABALHO


Nesta 3ª semana de estágio foram realizadas alterações junto ao planejamento inicial. Tais mudanças partiram da relevância das impressões causadas pela reflexão sobre a temática indígena e sua riqueza cultural, provocadas nos alunos, a partir do filme exibido. Mergulhando naquele universo diferente de suas realidades urbanas, os alunos perceberam a diferença étnica e cultural, construindo em paralelo semelhanças e diferenças entre seu cotidiano e realidade indígena na floresta. Muitos se transportaram aos rios e banhos das crianças indígenas, à proteção do animais, na coleta de frutas na mata, no caçar e pescar, no cuidado e carinho entre pessoas de diferentes culturas. Por esse motivos esta estagiária aprofundou e promoveu esse “primeiro encontro” com a diversidade étnico-cultural existente no âmago da sociedade brasileira, mesmo que virtualmente, prevendo o letramento multi-cultural intrínceco ao nosso povo, buscando o respeito a pluralidade étnica e convivência fraterna com as diferenças.

Esta abordagem também aprofundou ao resgate histórico das raças dentro das famílias, pois foi possível constatar caracteristicas físicas, emocionais, culturais em comum, com a vida indígena que são praticadas até os nossos dias: o chimarrão, a pescaria, o banho em rios e praias, o artesanato, os nomes de frutas e lugares, etc.

Percebo que esta semana foi bastante original, no sentido da interação e valorização das iniciativas dos alunos. É preciso sensibilidade e perspicácia, ousadia e coragem para adequar o planejamento inicial, ajustando-o aos interesses e necessidades dos alunos, promovendo reflexões, aprofundamentos que potencializam a construção de novas estruturas e mecanismos de aprendizagem.
Pessoalmente, penso que um planejamento se aproxima mais do aluno, quando o mediador(professor) colhe e reflete sobre as interações diárias, organizando seu próximo planejamento de forma a ser significativo e estruturador de novas aprendizagens de acordo com o feed back demonstrado pelo aluno. Planejamentos prontos e fechados deixam de fora o personagem principal da interação: o aluno, por não incluírem sua participação ativa como sujeito das próprias aprendizagens: não são produtivos, significativos ou construtotres de autonomia, são apenas adestradores do sistema vigente.Minha proposta de trabalho visa não apenas re-pensar minha prática, mas empreender novas ações pedagógicas de superação das antigas formatações do ensino tradicional. Espero estar trilhando o caminho da educação libertadora.

domingo, 25 de abril de 2010

JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA DE TRABALHO


Mediante a sociedade globalizada em que vivemos, a rápida veiculação de informações, o uso das tecnologias de informação nos mais diversos setores sociais, surge a necessidade premente de instrumentalizar a instituição escola, responsável pela educação das novas gerações, à luz deste novo paradigma. A humanidade caminha a passos largos nesta direção e as novas gerações precisam estar instrumentalizadas para esta nova realidade mundial.

A proposta de uso Arquiteturas Pedagógicas nos anos iniciais ousa implementar tecnologias de apoio ao letramento e alfabetização, também instrumentalizando o aluno para uma interação além da sala de aula, inserindo-o em sua contemporaneidade: o uso das tecnologias como facilitador e amplificador do campo de aprendizagens.

Portanto o objetivo deste estágio é desenvolver uma proposta educacional de significação e relevância na construção de saberes, visando o letramento e alfabetização dinâmica dos alunos, buscando autonomia, leitura crítica de mundo, preparando para o exercício da cidadania.

domingo, 18 de abril de 2010

ALFABETIZAÇÃO E TECNOLOGIAS


A proposta de trabalho a ser desenvolvido neste estágio visa referendar um novo paradigma educacional que vem se impondo, mediante ao mundo globalizado: o uso das tecnologias da informação como ferramentas de instrumentalização e capacitação humana. Nossos alunos estão imersos nesta nova realidade, que se não convertida como aliada às praticas educativas, concorrerão como fator de acomodação, estagnação e distanciamento do processo socio-educacional.

Esta proposta se afirma como desafiadora se inserida no campo da alfabetização, o processo de letramento que é o foco de atuação no 1º ano/EF 9 anos, onde as tecnologias são amplamente utilizadas por nossa clientela, porém visando a ludicidade e o intetrenimento: refiro- me aos video-games, jogos no celular, no computador, frequência a lan houses, etc.Transformar estas vivências em situações de aprendizagem são a meta desta proposta educativa.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

NOVOS PRESSUPOSTOS PARA AÇÃO EDUCATIVA


1.Pressupostos teóricos:
“Em Carvalho, Nevado e Menezes (2005) foi proposto o conceito de Arquitetura Pedagógica (AP) para explorar a inserção das tecnologias na educação. Os autores denominam de Arquitetura Pedagógica uma combinação de estratégias, dinâmicas de grupo, softwares educacionais e ferramentas de apoio à cooperação, voltadas para o favorecimento da aprendizagem. Essas arquiteturas, independente de sua natureza, usando ou não a tecnologia digital, irão sempre requerer a utilização de objetos de aprendizagem. A concepção adequada desses objetos tem implicações diretas na construção do conhecimento pelos estudantes.(Menezes, Ferretti, Lidner e Lira, 2006- Aplicando Arquiteturas Pedagógicas em Objetos Digitais Interativos)” http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2006/artigosrenote/25132.pdf

“As arquiteturas pedagógicas são, antes de tudo, estruturas de aprendizagem realizadas a partir da confluência de diferentes componentes: abordagem pedagógica, software, internet, inteligência artificial, educação a distância, concepção de tempo e espaço. O caráter destas arquiteturas pedagógicas é pensar a aprendizagem como um trabalho artesanal, construído na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente sócio-ecológico [Kerckhove 2003]. Seus pressupostos curriculares compreendem pedagogias abertas capazes de acolher didáticas flexíveis, maleáveis, adaptáveis a diferentes enfoques temáticos. (Carvalho, Nevado e Menezes, 2005-Arquiteturas Pedagógicas para Educação a Distância: Concepções e Suporte Telemático )”
http://proa-turma01.pbworks.com/f/arquiteturas_pedag%C3%B3gicas_sbie2005.pdf

Projeção da Prática Educativa
Embasada nestes pressupostos, dos refereridos autores, ouso refletir minha ação pedagógica e empreender no processo inicial e alfabetização, com minha turma de 1ºano/EF9anos, estratégias de interação presencial e a distância, assim como instrumentalização digital compreendida como uso do laboratório de informática escolar, note book, data-show, jogos interativos on line e gravados em CD, scaner, xerox, impressora, DVDs, músicas em Cds, MP3 e MP4, máquina fotográfica digital, assim como, a bagagem e formação desta professora/estagiária.

domingo, 4 de abril de 2010

UM NOVO ANTIGO DESAFIO?


No final de nossa formação secundária, o Magistério ou antigo Normal, nós, até então alunas, enfrentávamos o temido estágio para confirmar nosso preparo e habilitação para o exercício das funções docentes.

Interessante e irônico é o fato de, 27 anos passados ( ou mais para alguns de nós), novamente estagiar, porém agora buscando uma graduação específica: pedagogia.

Mesmo que nossa bagagem tenha sido amplificada ao longo deste período, as espectativas ainda são grandes, pois é preciso superar antigos paradigmas, empreendendo ações pedagógicas inovadoras, à luz da formação construída durante o PEAD, projetando e executando arquiteturas educacionais de significação e relevância, de resultados e transformação.
Eis o novo desafio: re-significar nossa experiência profissional, aprimorando nossos saberes, transformando nossa prática, sob o prima da educação digital, uma realidade que se impõe mediante o mundo globalizado. Somos a vanguarda de uma nova era, fazemos história... que responsabilidade!

domingo, 28 de março de 2010

REFLETINDO A CAMINHADA E PROJETANDO A JORNADA


Durante as férias li algo que refletia a nossa jornada no PEAD e que resgatava o significado e os sentido da mesma:
“... De um amor que se expressa e se plenifica no êxodo e no êxtase, ou seja, no sair de si e estar com o outro.O êxodo é o abandono daquilo que nos oprime, é a partida.É a negação que nega a essência da vida, que é , justamente o êxtase. O êxtase é o nome elaborado do encontro com o outro. (Gabriel Chalita, em Cartas entre Amigos)

Nosso êxodo aconteceu enquanto, a cada semestre, saíamos de nossas certezas provisórias para mergulharmos em dúvidas temporárias na busca por novos conhecimentos e saberes, aceitando os desafios propostos por cada inter-disciplina do curso, e re-significando e enriquecendo no encontro, on line e/ou presencial, com o outro.
Agora, com algumas aprendizagens já contruídas e, devidamente relativizadas, vamos mergulhar no encontro com nossos alunos, no estágio que já iniciamos, buscando o êxtase de encantá-los pela aventura da vida, em busca de auto-realização e aperfeiçoamento pelo conhecimento. Sob este prisma a educação se torna instrumento de evolução humana, dignidade e paz.

domingo, 21 de março de 2010

PEAD - 8º SEMESTRE


Ao retomarmos este oitavo semestre, no PEAD, repórto-me às nossas reflexões iniciais, nesta graduação, sobre o texto de José Saramago, que nos desafiava a sairmos de nós mesmos, navegando por mares desconhecido e a desvendar os mistérios na busca do conhecimento e aprimoramento pessoal e profissional.
A cada semestre fomos estimulados a sair de nossa acomodação cognitiva e buscar águas cada vez mais profundas, ou seja, a construir novos conhecimentos, desfazendo nossas certezas provisórias, transformando-as em dúvidas temporárias, agregando vivências, reflexões, aprendizagens.
Foi assim quando Michel Serres nos propôs o “outramento”: atravessar a margem do rio, mergulhando no encontro com o outro, re-significando os nossos e os seus saberes, re-construindo-nos como a capa daquele arlequim metafórico rico em retalhos e cores, tecida por aprendizagens construídas no encontro com o outro.

Eis que estamos nos aproximando de nossa meta, enquanto conclusão do curso, porém, de antemão, já sabemos que esta busca não se encerra com a formatura. Haverão muitos outros desafios a serem transpostos em novas viagens serão empreendidas. O PEAD é apenas uma destas incursões: aquela que nos despertou o gosto pela aventura da vida.